segunda-feira, 12 de março de 2012
Querer a morte
sábado, 3 de março de 2012
Bomba?!
Tempo de partida.
Pra longe, por amor.
Deixo tudo, menos meus livros, meus vestidos e minha dor.
De coração partido, parto, mas alegro-me em saber que lá me espera o amor.
Tenho medo.
Mas a coragem é maior e a vontade de estar com ele é imensa, intensa.
Ele me espera. Me quer perto dele, para sempre.
Para sempre...
Sempre é vago, nublado, escuro.
Quebrei um candelabro de vidro agora pouco.
Foi nervoso, que novidade maluca.
Bombástica, me disse.
Realmente.
Meus pés estão no chão, mais firmes do que nunca.
Não sei o que faria se tivesse que deixar meus bichos para trás.
Quero assumi-los até o fim. E os filhos?
Kalil Gibran diz que os filhos criamos para o mundo.
Entenderão eles minhas razões? Minha paixão? Meu fundo?
Julgamentos não faltaram nem faltarão.
Mas eu preciso ouví-los, saber o que os outros pensam, busco apoio, mas só recebo nãos!
E isso me dá força: quanto mais nãos eu ouvir, mais forte vou ficar.
Quero casar de verdade, de papel passado, com homem ajoelhado fazendo pedido romântico.
Poemas, palavras, gozo animal. Isso eu não posso aqui e tenha lá.
Vou embora. Adeus vida antiga. Mas eu volto, daqui um ano, com um pai pra minha filha.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Recicle!
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Performance
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Anti-política, por Filipe Moreno
não dá
pra ficar só
Quem tem aversão a si mesmo.
Quem, para não ficar só
Cria uma versão de si mesmo.
e associa-se, avesso que seja
A quem quer que seja
Só para sonhar
ser o que não é.
Salve a solidão sincera
e bem acompanhada!
Salve a associação sadia
e desinteressada!
Salve a ciência de se estar só
e ainda assim, saciar-se só de si.
Pois só quem sabe ser Sol
pode brilhar
por si
só.
Filipe Moreno 10/10/10
domingo, 3 de outubro de 2010
Boemia
Olha como na vida coisas incríveis acontecem. Já instaladas e de copo na mão para brindar a vitória do Fluminense e outras coisas mais, escuto o som de um violão. Prestei atenção na melodia, e acreditem se quiserem, era João Bosco que estava sendo tocado. Duas de nós se levantaram para ver quem era o tocador. Descobrimos uma mesa cheia de coroas, fazendo a mesma coisa que nós, apenas com um detalhe grandioso que era a música. Toca mais! pedimos exitadas. Ele tocou mais duas com o nosso acompanhamento, e achamos melhor deixar a mesa dos senhores pra não incomodar mais. E não é que segundos depois todos eles se mudaram para a nossa mesa, empolgadíssimos com a nossa alegria ao ouví-los, e foi uma seresta boa. Cantamos até o dono do bar mandar a gente parar por causa dos vizinhos. Ah, mas já?A sintonia foi tão boa, com uma alegria de viver o momento presente, que no sábado seguinte, fizemos o mesmo programa, e encontramos os mesmo senhores, nas mesmas condições. Só que o dono do bar nem esperou a gente começar a cantoria, censurou o nosso projeto de cara. Vamos tocar onde? Sugeri um bar espanhol perto de casa, que tem um jardim e pode fazer barulho até às 0h. Todo mundo topou e lá fomos nós. Estava tudo tão perfeito, como poderia melhorar? E melhorou, porque lá encontramos um argentino de voz surpreendente que nos presenteou com boleros e tangos, até as 2h da manhã. Foi lindo! A madrugada, momento dos boêmios, é um bom lugar de ser vizitado de vez em quando.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Gente, acabei de falar com o presidente!
O telefone tocou. Quem será?
Alô?!
A Wilma. Meu Deus.
Me ofereceu os serviços de senadora.
E logo em seguida o Lula-lá falou.
Bem convincente o papo.
Mas a única coisa que me veio à cabeça: como foi que conseguiram meu número de telefone???
Assédio. Pensar que devem ligar pra trilhões de casas.
Achei agressivo. Ligar pra casa da pessoa com uma mensagem gravada, que loucura.
Estão apelando.
Não sei se sou do contra, mas esse tipo de atitude me faz olhar pros lados e pensar em que eu vou votar. Em outro, não neles. Se fazem isso, já não concordo. Não concordem!
Nos empurram campanha pela guela.
Evito assistir o horário eleitoral. Assisti uma vez só. Achei patético.
Santa ignorância.
E mais essa.
Já fico pasma quando descubro que o Itaucard descobriu meu novo endereço.
Ou a Credicard, o meu número.
Agora essa.
Como é que pode essa invasão de privacidade?
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Uma questão de energia

sábado, 19 de dezembro de 2009
Le chien à Toto
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Assédio Sexual - Parte 1

- Nas duas primeiras semanas de trabalho, que começou no dia 5 de agosto de 2008, aprendi a conviver com o meu chefe, elogiando minha roupa, meu cabelo. Até que um dia me perguntou a cor da minha calcinha. Eu disse que estava passando dos limites.
- Foi para Mossoró fazer uma campanha política. Pelo telefone fazia insinuações, sempre insistindo na cor da minha calcinha. Eu pedia pra ele parar, queria tratar dos assuntos profissionais, mas ele sempre insistia e dizia que no fundo sabia que eu gostava, “um pouquinho não é”. Não!
- Depois vieram as conversas no msn (as duas últimas estão no processo). A primeira resulta de uma visita que ele fez a Natal e a esposa, durante a campanha, que durou um dia. Passou pela empresa, e gostou da minha blusa. Nesta altura eu estava irritada com a situação, não falava mais com ele, só o essencial do trabalho. Ele percebeu, mas não se conteve e me mandou um sms, dizendo “ADOREI sua blusa hoje... hehehe... Bjus, se cuida!”. Deixei pra lá. No outro dia entrou no msn e falou de novo da blusa, insistente. Ela não tem nada de mais além de ser discreta e elegante. Depois, na última conversa pelo msn, não agüentei e briguei com ele. Logo em seguida me ligou dizendo que eu tinha que entender o jeito dele, que ele era assim, mas que tomaria mais cuidado comigo para não me ofender.
- depois disso não tivemos mais problemas, até ele voltar de Mossoró e voltar a trabalhar na empresa como editor. Foi no dia 5 de outubro.
- Logo de cara fez questão de me deixar desconfortável com sua presença. Me barrava a passagem quando eu queria sair da minha sala, ficava na porta olhando pra minha cara, com olhar insinuante. As vezes, eu ia na sala de edição mostrar algum orçamento mais complicado de fazer, pra pedir auxilio, e ele me dizia que o que eu estava merecendo eram umas boas palmadas. Isso ele já dizia ao telefone, quando estava em Mossoró. Outra vez que fui tirar duvida sobre um roteiro, e qual seria o áudio que pegaríamos, ele me disse tudo e quando já estava no corredor pra voltar pra minha sala, ele fez “Psiu”, eu já olhei meio sem vontade. Ele fez uma cara de tarado e dobrou o braço com o punho em riste como quem diz: “to de pau duro”. Saí enojada.
- Até que umas duas semanas antes de eu sair, a situação piorou drasticamente. Ele começou a passar o dia todo na empresa, e quando se cansava de trabalhar, vinha na minha sala, sentava na mesa em frente e ficava falando da vida intima dele a da esposa, do tempo que eles não transavam, do sexo oral que havia rolado entre eles e mais nada por causa do enjôo da mulher que estava pra dar a luz, que ele estava necessitado, precisava gozar, “não há nada melhor do que gozar, do que o sexo!”. E disse que era a favor do sexo pelo sexo, que naquele momento precisava de uma amiga que transasse com ele sem se apaixonar, só pelo prazer da transa, porque garantiu que ele era muito bom de cama, que sua maior preocupação era o prazer da mulher. Não agüentaria olhar pro rosto da mulher insatisfeita na cama.
- Neste mesmo período, veio por trás, pegou meu cabelo num maço, e puxou como quem está cavalgando um fogoso “cavalo”. Você gosta disso? Perguntou com aquele sorriso insinuante. Gritei e mandei ele soltar, não me encosta! Ele disse pra eu ficar quieta!
- Pela primeira vez cheirou meu cangote, sai daqui! eu disse, e ele respondeu que não estava fazendo nada de mais, que eu estava exagerando. E ainda me perguntou qual a marca do perfume pra disfarçar.
- Na quinta-feira, 6 de novembro, foi a última vez que ele me encostou. Era de tardinha, eu estava de pé, falando no telefone do fax, perto da parede, virada para a janela, negociando um orçamento com a TP Publicidade, tentando entender melhor como era o VT que eles queriam fazer. Ele chegou sorrateiro, de um jeito que eu não percebi, até que me encostou por trás e deu uma longa fungada no meu cangote. Ele estava tão perto e inebriado, que consegui acertar uma cotovelada nele e disse pra ele sair de perto de mim e me deixar trabalhar. Ele saiu rindo. Ainda fiquei até o final do expediente, para receber o salário do mês, que já estava atrasado. Mas eles não pagaram ninguém!
- Na sexta eu não fui trabalhar, não queria mais trabalhar, estava com nojo. Só queria receber e nunca mais ouvir falar nele, nem na empresa.
- Segunda-feira fui buscar o dinheiro. Ele não estava na empresa, também não atendeu o telefone pra me dar alguma explicação. O celular estava desligado, assim como o da esposa e o telefone da residência chamou e ninguém atendeu. Liguei pro pseudo-sócio, que disse que isso era com o chefe e não com ele, mas que poderia tirar da conta dele e me dar na hora do almoço. Infelizmente não peguei esse dinheiro. Peguei minha bolsa e fui embora. Umas 11h o chefe me ligou como quem não quer nada. Falei muito do que pensava sobre o funcionamento da empresa e das atitudes dele e do “sócio”. Estava muito nervosa, mas no final da conversa estávamos numa boa. Até me convenceu de trabalhar no outro dia pra deixar as coisas em ordem para a próxima pessoa que fosse ficar no meu lugar. Eu aceitei com a condição que ele deixasse meu dinheiro na gaveta do escritório, era a minha garantia.
- Cheguei na terça as 8h no escritório pra fazer tudo logo e poder dar um fim naquela história. Só que ele não deixou o dinheiro, meu salário, aí foi o fim. Além de agüentar as investidas sexuais dele, ainda era enganada. Liguei pra ele na hora, perguntei pelo meu pagamento e ele me xingou, disse que não era criança e me mandou sair da empresa e esperar ele na rua, que ele já estava chegando. O Paulo chegou em 15 minutos. Contei a real, disse porque estava saindo pra ele, por causa do assédio sexual do colega empresário. Ele me disse que não era nem a primeira nem a ultima vez que ele fazia isso, que era compulsivo... E eu com isso? Logo ele foi embora.
- depois de 2 horas de espera na rua, no sol, o outro editor me chamou, disse que era pra eu subir e assinar um recibo e ir buscar o dinheiro na Praça das Flores. Eu já estava aos prantos, muito nervosa, liguei e disse que não ia. Em 5 minutos ele chegou ameaçador, gritando e xingando, jogou os 500 reais na mesa como se estivesse me fazendo um favor. Aí eu disse a razão da minha partida na cara dele, na frente do outro, aos berros pra vizinhança toda ouvir. Quando eu disse que estava saindo por causa do assédio dele, ele me perguntou se eu não agüentava pressão. Desde quando assédio sexual é algum tipo de pressão admissível?
- Assinei o recibo e parti.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Onde foram parar os xavequeiros???

segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Entrei pelo cano
Imagina vc literalmente escorrendo por um cano apertado, sujo, com teias de aranhas, fungos, espremido e sufocado até chegar do outro lado. Não é uma sensação boa. Mas se vc levar pro lado positivo, seguindo o passo-a-passo da autoajuda, pode ver algo de bom nisso. Nunca mais vai querer entrar pelo cano, e para isso, vai ficar mais esperto com os 'canos' que possam pintar na sua doce vida.
Mais uma vez me deixei iludir pela oportunidade 'na mão'. Topei um trampo maneiro, muitas horas, pouco dinheiro, mas o trabalho em si, parecia interessente. Aí pensei (como sempre), por que não?
Não tô fazendo nada de mais, tenho 'só' a monografia pra escrever, ler uns livrinhos pra faculdade, cobrir as horinhas da bolsa de extensão, participar de alguns eventos 'bobos' na universidade, e cuidar do meu lar doce lar. Acho que não vai ser muito puxado. E ainda ganho um extra. Vai ser ótimo!
Durou 3 meses.
Realmente não me atrapalhou muito na realização das tarefas citadas acima, só que eu ignorei um detalhe (que eu sempre ignoro): a convivência com as pessoas. Isso sim pode atrapalhar uma vida. Tem certos tipos de pessoas que não são boas para conviver. Uma energia pesada, mal-carateres. No começo levei as histórias na brincadeira, brincadeiras de mal gosto, mas tudo bem, o primeiro mês, de novidade, passou numa boa, conseguia até estudar durante o expediente. Veio o segundo e as brincadeiras foram perdendo a graça, ficaram mais pesadas, começaram a mexer em assuntos particulares, falar de sexo e a zoar com o dinheiro. A intimidade é uma droga! (quando não há respeito, claro)
O que eu achava errado, eles faziam na maior tranquilidade. Tapear os outros, mentir, falar de intimidades, usar a palavra como arma para a pilantragem, e pior ainda falar da vida sexual. Não confunda pilantra com malandro. Existe um fio tênue que proteje os malandros de acusações mais pesadas. No entanto eles também podem se confundir e ultrapassar essa linha, num tropeço. E sempre tropeçam, é muito dificil se manter por muito tempo de um lado apenas. As facilidades (perigosas) que a pilantragem oferece são tentadoras.
O assédio, muitas vezes disfarçado em silencios e olhares. Até que partiu para o toque. Nada muito pesado, mas uma puxada de cabelo, umas palavras susurradas ao ouvido, insinuações. Fui pegando nojo, tendo raiva, vontade de falar palavrões. Que angústia estava sentindo. Quando falava mais alto, me mandava calar. Chiuuuuu! Desgraçado!
O pior que nestes momentos eu não sabia o que fazer, as vezes ria, as vezes ignorava, as vezes brigava. Mas já estava ficando sem forças para toda hora estar dizendo: Ei, para com isso, sai daqui, me deixa em paz!
O dia fatídico veio numa quinta-feira de novembro. Cheirou meu cangote, depois seu funcionário fez o mesmo. Dei um chega pra lá no último, e uma cotovelada e um grito no primeiro. Que invasão. Babacas! Só piorou. O que tinha que efetuar o pagamento da galera chegou 10 minutos depois da hora do banco fechar, que azar... Atrasou o pagamento, isso já estava no segundo dia de atraso... Parece que isso é normal aqui no Brasil, pelo menos nos fazem pensar assim, mas não é! Isso é coisa de amadores e pilantras sem-vergonhas.
Saí do emprego, xinguei ele pelo telefone, mas logo começou a falar e me chavecar, pra eu ficar tranquila. Queria me convencer a continuar trabalhando. Não sei o que passa pela cabeça. Mas acabamos numa conversa tranquila. Não fiquei puta até o final. Nem falei pra ele nada sobre o assédio pra justificar a minha partida. Não sei, acho que sou tonta. Deixei passar, disse tudo, menos isso. Claro que não vou voltar a trabalhar pra ele. Mas, será que processo?
domingo, 19 de outubro de 2008
A liberdade
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Vampiros
sábado, 4 de outubro de 2008
A festa das eleições

Se disse sim para uma das perguntas acima, então não está vendo problema algum nesse mês de passeatas políticas. Ou está?
Impossível não dar atenção aos trios elétricos cheios de gente, todos muito bem sonorizados, pessoas com microfone nas mãos, outras fantasiadas, aclamando seu candidato, festejando... sabe-se lá o que. Vi muita gente vestindo a camisa e segurando orgulhosamente a bandeira do partido, fazendo palhaçadas inacreditáveis. O candidato que aceita e apoia os cidadãos vestindo roupa e peruca de carnaval, pulando pelas ruas, gritando seu nome e cantando alegremente, com uma latinha de cerveja na mão, só pode estar desesperado, ou louco, não é mesmo?
Num domingo qualquer avistei uma fila imensa de carros parados na terceira faixa da Roberto Freire, por volta das 16h. A fila congestionou o transito das pessoas que voltavam do litoral sul da cidade. Estava uma zona. Oba! Tudo saiu como planejado. Cada vereador teve a oportunidade de tocar a sua musiquinha para esses carros, famílias inteiras, envolvidas a contra-gosto no comboio, entre raivosas e cansadas. Sem reação.
Num outro sábado, fiquei presa dentro de um comboio durante uns 40 minutos, porque eles ocuparam toda a rua paralela à Roberto Freire. Pode? Se pode, eu não sei. Pensava com todo minha inocência que esse tipo de manifestação alegre fosse proíbida. Se for, a polícia não só faz vista grossa, como colabora com os manifestantes. A história vai ficando interessante.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
A vaca!
Foi o que me veio a cabeça quando soube que ligou pra dizer que o problema era a gente. Desacreditei. Que vaca! Falsa! Hipócrita! Que raiva!
Ainda bem que o ele ligou pra cá numa boa, sabendo já que a megera é uma chata de galocha e já imaginava o que havia acontecido. Mas disse que não era pra eu dizer as coisas como 'acho' que são, dizer apenas quando tiver certeza absoluta. E como vou ter certeza absoluta num negócio tão instável, que depende do homem mas também da máquina?
Entrei no msn puta, aquela vaca me paga! E não é que ela teve a pachorra, alguns minutos depois de fazer a acusação infundada, de falar comigo como se nada... "e aí, como vão as coisas?". Ai, ai, ai. Se controla Odara, só pensava nisso. Se controla!
Ele me disse, se vc não tem certeza, inventa desculpas, vai enrolando, senão ela não para. É pra eu mentir então?, perguntei.
- É, eu não queria dizer com essas palavras, mas você entendeu... Só assim pra ela sair do pé!
Como pode uma criatura dessas existir? O mercado esta impreganado delas, que nojo. Elas mentem, fazem falsas acusações, botam vc numa situação desagradável. Pra quê? Pra aliviar o estresse, encobrir seus erros, porque a verdade, que eu adoro, é que o atraso começou com ela, que não se garantiu na hora de entregar o material. E mentiu sobre isso também! O pior é que me obrigam a mentir também, pra me livrar delas, e, na pior das hipóteses, para conseguir conviver... O fim da picada!
Tive vontade de dizer:
- Sua vaca mentirosa, por que vc não resolve seus problemas comigo ao invés de ir encher o saco dos outros, dizendo que o problema está aqui? Fazendo falsas acusações? Não tem coragem? Qual é a sua? Tá achando que a gente tem um santo milagreiro?
Mas me contive, afinal, tenho que seguir, mesmo que contrariada, algumas regras do jogo. Fui objetiva e disse:
- Já mandei. É pra tá pronto quando?
- Pra 16h no máximo! :)
Ainda colocou uma carinha... que ódio!
- Acelera aí o processo pra mandar de volta!, eu disse.
O resto ficou subentendido.
Respirei fundo, expirei, já passou. Vaca!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Malandragem
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Trabalho com prazer

Descobri o segredo para não enlouquecer trabalhando! Quer que eu conte? Pois eu vou contar, mas ainda não, deixa eu fazer a introdução primeiro, o mistério antes da revelação...
Acredito que todas as pessoas que têm uma rotina de trabalho, daquelas que incluem: acordar cedo, pegar trânsito, passar o dia inteiro fora de casa, dividir uma sala com outras pessoas, outros mundos, fazer a mesma coisa, em linhas gerais, todos os dias, voltar pra casa só depois que escurece, enfrentar o rush hour, chegar exausto, tomar um banho, jantar o que pintar e se jogar no sofá, tendo como último consolo a Favorita e os campeonatos de futebol. Isso durante o ano inteiro, tendo folga apenas no recesso do Natal e Ano Novo, isso quando tem! Já trabalhou com turismo ou hotelaria? Precisa ter uma válvula de escape! É desumano!
Pois bem, posso dizer que conheço muita gente que usa essa vida como desculpa para encher a cara, fumar, tomar drogas, fazer loucuras... Mas pergunto, nos sentimos mesmo bem? Depois de um fim de semana 'torrido', mesmo que a famosa ressaca moral não se apresente, apenas a ressaca física, o corpo exausto, pior do que na sexta a noite, antes de tomar um banho e cair na gandaia, será que nos sentimos realmente realizados, felizes? Então por que pensamos, plena segunda-feira, 10h da manhã: "espero que sexta chegue logo!"?
Você passa a semana trabalhando como um zumbi, chega o fim de semana, se torna vampiro, e isso num ciclo vicioso até descobrir pedras nos rins, uma cirrose, um cancer... Só aí você vai se perguntar, isso se o choque for grande e você retomar consciência de seu ser, o que foi que eu fiz com minha vida? Senão, vai continuar nessa, até o dia que o ciclo se encerre. Tudo na vida é escolha, cada um sabe do seu.
Essas loucuras que fazemos com nossas vidas e nossos corpos não tocam somente o campo do corpo físico, tocam o espírito, a alma e outros mundos mais, que estão além da minha compreensão. Isso que a sociedade consumista nos vende, é veneno. Não que eu seja contra o consumo, pelo contrário, aprecio o bom vinho, gosto de andar de carro e sou a primeira a comprar os úlitmos lançamentos em cosméticos. Mas a gente deve ter cuidado para não se limitar a esse ciclo: trabalho = consumo eterno, como se a verdade da vida fosse apenas isso.
O lance, o meu segredo, que acredito ser o que me tirou desse desespero, porque confesso, estava pirando aqui no trabalho, foi o esporte. Sim! Praticar esporte é maravilhoso! Cada um tem o seu, o que lhe dá mais prazer. Pode ser um esporte radical, uma caminhada na praia, uma volta de bike, jiujitsu, surf, etc. São tantas as opções! E seu corpo agradece.
Eu parei de fumar há alguns meses, e quando comecei a trabalhar a vontade de colocar um cigarro entre os lábios e tragar lentamente a fumaça 'tranquilizante' voltou. Aí comecei a ficar louca. Além da rotina, a vontade de fumar. Era a vontade física, psicológica tentando convencer minha razão de que umzinho não ia me fazer mal nenhum... até parece. Foi então que veio por acaso uma amiga aqui na empresa e me falou de um clube de remo. Foi como acender uma lâmpada, sabe aquelas de desenho animado? E pronto! Me decidi e fui atrás. Acreditem ou não, o clube de remo não só fica na mesma rua de onde trabalho, como fica em frente!
Uma coisa tenho percebido depois que comecei a prestar mais atenção nos sinais, nada acontece por acaso. As coisas são colocadas debaixo de nossos narizes, basta querer enxergar. Não se deixe alienar, abra os olhos e seja feliz!
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Se...
Si ante la multitud das a la virtud abrigo;
Rudyard Klingip
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Estrelas da minha vida
Não sei como acontece, só sei que acontece: atraio estrelas de todos os jeitos e em todos os setores da coletividade. O mais importante para elas é brilhar, brilhar tão intensamente, até o ponto de ofuscar aqueles que ousam admirá-las de muito perto.