sexta-feira, 15 de maio de 2009

Máxima oriental




"Só merecerá o nome de homem e somente poderá contar com algo que foi preparado para ele, desde O Alto, aquele que tiver sabido adquirir os dados necessários para conservar indenes tanto o lobo como o cordeiro que foram confiados à sua guarda"



Essa é uma antiga máxima, que exprime uma verdade objetiva de nossos ancestrais do Oriente. Foi retirada do livro Encontros com Homens Notáveis, de G.I. Gurdjieff . Vou deixar ela aqui para nós pensarmos a respeito.



O que será o lobo e o cordeiro dentro de cada homem? E como fazer com que convivam em harmonia dentro de nós? Cada um recebe o par à sua altura, acredito.

Essa é a primeira das máximas.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Des livres et des cendres (documentaire)

Le film présente plusieurs livres qui parlent de la relation entre le sujet et le monde. Cette relation difficile, ce besoin de comprendre ce qu’on fait là. Chaque auteur discuté a mis en évidence les problèmes de vivre dans notre société de consommation, les psicoses individuelles, la violence, les rélations entre individus, etc. Selon la psicanalyse tous ces tourments sont embrionnés pendant l’enfance, pour éclore à l’age adulte. C’est quand on dévient adulte que les problèmes existenciels commencent. À un certain age on est presque obligé de savoir ce qu’on veut faire de notre vie, et si on ne le sait pas, on est mis de côté par la société. Les amis disparaissent. La famille s’arrache les cheveux. Notre monde exige qu’on ait un job, qu’on étudie toujours, qu’on se marrie, qu’on soit heureux. Et pour cela on doit consommer les « pilules » du bonhour. C’est ça que les medias nous vendent, des pilules du bonheur. Est-ce qu’on devient heureux ? Apparament. Mais au fond, comme demonstre le film, on se tourne vers soi-même et on se demande si on est vraiment bien. Si les expectatives ont été atteintes. Si on s’était immaginé comme ça à trente, quarante ans. Et là, je pense, commence la descente vers les enfers, pour ceux qui n’ont pas réussi à s’adapter à la vie de tout les jours, au monde qu’on vit, à certaines atitudes des proches. Les raisons peuvent être infinies, mais le fait est que si on ne s’adapte pas, on rentre dans un tourbillon de doutes et malheurs, de desespoir et solitude, et parfois la mort est la meilleur amie de toutes. Nous, les humains, savont être méchants avec nos semblables, et aussi avec les autres créatures du monde. Nous sommes de vrais égoïstes à la recherche de nos égos. Et tampis pour ce que se trouve au millieu de notre chémin.

sábado, 9 de maio de 2009

Receitas da Palmirinha


A vó assiste o programa da Palmirinha religiosamente. É um programa de culinária da Gazeta, pra quem não conhece. Todos os dias aquela "grande mulher", nos dizeres da minha vó, apresenta uma nova receita para os fãs.
Lá pras 12h30, minha vó anciosa, almoça e vai pro quarto. Senta no "trono", uma cadeira maravilhosa hiper confortável, caderno e caneta na mão, esperando a novidade do dia.
- Odara! Hoje a Palmirinha ensinou a fazer um frango... você precisa ver! Temperado com suco de abacaxi!!! Você faz assim...
E aí segue a receita todinha, tim-tim por tim-tim.
Acho legal que ela exercita a cabeça, escreve, assimila e, as vezes, põe em prática.
Pois hoje foi dia de por em prática mais uma das deliciosas receitas da Palmirinha.
Tudo começou com:
- Vó, hoje vou fazer sopa de abóbora. Você vai pra tia mesmo e eu adoro.
Os olhos desesperados da vó demonstraram incerteza, "acho que não vou pra Leda hoje... ai, sopa de abóbora..." pensou aflita, com certeza.
Rapidamente tirou da estante unas 10 revistas de receitas daquele cara "no minuto", acho que é francês. Me deu pra olhar e escolher alguma coisa. Estrategicamente. Olhei como quem não quer nada. Uns 20 minutos depois, ela disse:
- Por que não fazemos aquela coxinha que a Palmirinha ensinou essa semana? É com farinha de milho! Deve ser mto boa.
Eu, muito anciosa com o exame de amanhã, topei. Ainda saí pra comprar um vinho!
A fome que me atacou as 9h30, passou nos preparativos.
Cozinha frango, desfia, refoga. Isso a vó fez.
Na hora da massa... que horror.
Ela tentou fazer, mas não tinha força, quase queimou. Fiquei histérica-controlada. Peguei a colher de pau, e nada, ela, a massa, não se movia... Meu Deus e agora? Joguei a massa na pedra. Lembrei que uma vez o Raphael me disse que tinha que sovar ainda quente. Meti a mão e... queimei. Lógico!
Já estava puta nessa hora. E a vó dizendo: põe farinha, lava a mão, faz isso, faz aquilo.
Divino amor. Divino amor. Divino amor.
- A Palmirinha tem um espátula de metal que ela mexe e rapidinho a massa tá boa. Acho que preceisa cozinhar mais. Acho que precisa de mais farinha.
- Vó, fica calma, vai ter que ser assim mesmo, não tem mais jeito. Tentei ME acalmar.
-Essa merda não tem jeito, nunca mais eu faço isso, quando alguém me pedir coxinha mando tomar naquele lugar. A vó tb estava indignada.
Começamos a fazer as coxinhas com a mão cheia de farinha de trigo, pra não grudar. Até que deu certo, aparentemete estava dando.
Aí a vó disse: - teve uma mulher que ligou pra Palmirinha e disse que as coxinhas dela abriram quando ela fritou! Imagina acontecer isso? Eu nunca mais faço coxinha.
- É vó, primeira e última.
O que a gente chingou pra enrolar essas coxinhas... até a vó falou palavrão! No final, deu certo, até demais. As coxinhas foram aprovadas. Suculentas. Uma delicia! E o vinho caiu mto bem também. Santa Helena, sauvignon blanc.

Segue a receita da massa. O recheio cada um faz como bem entender. Foi o que a gente fez.
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de farinha de milho
250 ml de caldo de galinha
250 ml de leite
50 g margarina
Joga tudo numa panela e mistura até soltar do fundo.

Boa sorte!!!

sábado, 2 de maio de 2009

Saneamento básico




No sentido que melhor cabe dentro deste assunto, saneamento básico significa garantir de maneira apropriada a chegada e saída das águas dentro das casas (o TODAS não está especificado...).
No país, sabemos que esse é um direito muitas vezes não garantido. Não podemos apontar sempre o governo, mesmo que ele tenha uma grande parcela de culpa. No Brasil as cidades crescem rápido e demais. As pessoas vão construindo suas casas "ao Deus dará". E quem é que controla?


Não faz muito tempo que começaram a se preocupar com isso em Natal. No bairro de Capim Macio, não faz um ano. Isso para uma capital de Estado. Imagina as cidades mais afastadas, que recebem menos verba do governo, que tem menos gente pensando e menos incentivo de criar projetos desse gênero. Acho que só se começa a pensar no assunto, quando a situação já passou do limite e virou calamidade. Essa falta de interesse desencadeia enormes prejuizos para a saúde pública e para o meioambiente, e há quem diga que uma hora não vai haver mais volta.

Andando pelo bairro de Mãe Luiza, isso para citar apenas um exemplo, vejo um corrego esverdeado, beirando o meio fio das calçadas e ruas, descendo rumo ao mar, sem mais nem menos, a céu aberto. Quem passa pisa, quem pisa pode adoecer, cachorros bebem dessa água escura e fedorenta. E todo mundo acha normal. Na cidade, em épocas de chuva, a situação piora, bueiros entupidos transbordam. Onde não há bueiros, alaga. Canos clandestinos estouram. E o mar recebe de braços abertos todo esse lixo.

Percebe-se imediantamente, que o descumprimento desse direito do cidadão, que é o saneamento básico, acarreta uma vida na sujeira, doenças que se proliferam, a poluição do mar. Temos que tratar nossa água! É um direito, e acima de tudo, um dever.



terça-feira, 28 de abril de 2009

Dona Encrenca & véinha Cricri - O barraco

Num dia ensolarado de começo de ano no Brasil, dona Encrenca chega em casa com novidades.
-Tem um muquifo ali em cima, no meio da calaçada, atrapalhando a passagem das pessoas! Um absurdo. Isso pode?
-Ai Encrenca, deixa estar! Suspira Cricri.
O muquifo em questão é um barraco que serve comida, bebida, salgado, etc., em cima do passeio público numa rua do bairro de Capim Macio. É um quadrado de madeira de 1,5x2m, fogãozinho de acampamento, uma pia improvisada, sem higiene e serve o pessoal mais simples que vem à Zona Sul trabalhar, e a partir das 10h é reduto de vagabundos. O que fazem?
-Assistindo jogo de futebol numa televisãozinha ridícula e enchendo o cú de cerveja! E além do mais, ficam com aquele olhar espantado olhando pra nós, cabeças pontudas (definição de paulistas pra dona Santana-CE).
-Ai, você já vai brigar!?, Cricri geme.
Mas o que estava realmente incomodando dona Encrenca, não era o barraco propriamente dito, mas a atitude da responsável. Uns dias antes, muito agressiva e grosseira disse:
-Não quero saber de gato aqui não! Esses gatos ficam incomodando meus clientes! Eu quero que eles sumam!
-Mas olha, eles estão aqui, porque alguém soltou e por causa da comida que vc serve aqui no meio da rua... dona encrenca, tentando se comunicar.
-Por mim esses gatos já tinham sumido!
No dia que dona Encrenca chegou em casa reclamando do muquifo, foi porque os gatos que alimentava tinham realmente sumido. TODOS! Ela estava literalmente puta da vida. Quinze minutos depois já tinha ligado para a Sensul e denunciado o negócio ilegal.
Já relaxada, dona Encrenca resolve em casa uns probleminhas com a véinha Cricri, que não sabe comer sem sujar o chão, e que para piorar, come toda hora.
No outro dia, dona Encrenca descobre que um dos gatos ainda está por lá, enfiado atrás do barraco e não sai nem a pau. É Joana, arisca, que com certeza tentaram pegar, ficou assustada e não sai mais do buraco. Tenta entrar num shoppingzinho que tem por trás da rua pra ver se pega a gata. Está P.R.O.Í.BI.D.A. de entrar. Alguém reclamou.
-Sabe, tem horas que dá vontade de desistir... afirma Encrenquinha.
Dona Encrenca dá a volta de novo e seguindo Encrenquinha vê a mesma ir direto para a responsável do barraco.
-Oi! Quero saber quem foi que pegou esses gatos e pra onde eles foram levados! Vc contou uma história, a sua empregada contou outra, quero entender!
-Agora você vai querer visitar o gato? perguntou ironica a mulher.
-Pode até ser. Pelo menos quero ter certeza que vcs nao maltrataram esses bichos!
Furiosa, a mulher gritou:
-Eu não tenho tempo de ficar olhando gato! Vc pense o que quiser. Ta sabendo que me denunciaram?!?!
-Não. Por que?
-Eu lá sei! Não fica aqui na minha frente, vai-te embora! Isso é um absurdo, por causa de gato, ainda mais de rua! Tô aqui fazendo meu trabalho honestamente. Pega esse gato e some!
-Nossa assim que vc trata os clientes.
-Vc nao é minha cliente! berrou.
Nisso, uns 7 camaradas estavam sentados olhando pra elas, atônitos, ou bebados, se perguntando: Mas que diabo tá acontecendo hein?? Manda dá um coice de mula nesses gatos! Cumé que pode? Traz mais uma cerveja.
-Credo! Como vcs são briguentas! Como é que pode? Diz véinha Cricri desolada e vai por quarto assistir televisão.
-É pra acordar as pessoas! diz Encrenca ao quarto vazio.
Miau.

domingo, 26 de abril de 2009

Jessier Quirino


Nesta última terça-feira fomos - eu, minha mãe, tia e vó - assistir o poeta, arquiteto, "matuto" e contador de causos, Jessier Quirino. Pense num homem baum! Ele vem de Campina Grande, Paraíba, aqui do lado. Conta as histórias dos matutos acompanhado por seus músicos, as vezes em prosa, as vezes em versos, e algumas mesmo, na cantoria acompanhada de viola. Êta caba arretado!


Mas antes de ele começar tivemos a oportunidade de comprovar que a quantidade nunca vai superar a qualidade. Eu sempre digo que prefiro comer um pedaço de pizza boa, do que me empanturrar num rodizio de pizza ruim. Pois bem, não vou citar o nome do cidadão, vou apenas dizer que ele entrou no palco as 18h35 e só saiu as 20h. Nós estávamos loucos para ver o tal do Jessier, e quando digo nós, falo do Alberto Maranhão cheio. Se fosse um negócio bom, a gente até que aguentava, mas ele repetiu a mesma entoada, com palavras diferentes, 1h30. Uma música alta, de estourar os tímpanos. Nos encheu de quantidade, e pouca qualidade. Se tivesse feito apenas 30 minutos de show, acredito que iria deixar uma impressão diferente na platéia.


Mas voltemos à Jessier Quirino. Ele afirmou, logo no começo, que não é bem causo que ele conta, mas sim "acontecenças". As acontecenças são os causos propriamente ditos, com um toque de romantismo pra enfeitar a história. Contou a história de um matuto que vai no cinema da capital, e assiste um filme internacional com legenda! e quando volta, conta tim-tim por tim-tim pros cumpadres da região. Depois descreve um banheirinho das casas de interior. Fala do homem de 80 anos que vai no tribunal da cidade pra se separar da esposa cinco anos mais nova, que depois de ganhar uma televisão vive elogiando o Toni Ramos. Uma muito engraçada é a que ele conta quando um filho de fazendeiro vai estudar na capital, depois convida os professores pra irem visitar a fazenda do pai no interior. Este último, muito do contente manda preparar as comidas típicas e a sua sobremesa preferida: doce de leite de caroço (mas que diabo é isso?). Como só haviam 6 pires, a mulher do fazendeiro arma um esquema de primeiro dar os pires pras visitas, depois vai lavando pros de casa poder comer a sobremesa também. Acontece que o véio vai vendo as visitas se acabarem no doce, fica aogniado e diz: "Maria, me traz um prato de sopa!". A mulher acha melhor não, falta de etiqueta. Êta etiqueta pra atrapaiá. Para desespero do véio, uma das professoras do seu filho chega perto dele e pergunta: "o senhor não gosta disso não? tá tão baum...!", se lambusando no doce. No que ele responde sério: "eu daria o cú por um pires desse!". Ele contando e interpretando isso é muito bom. Satisfação garantidíssima!


O Jessir faz do interior - que as vezes a gente pensa que é sem graça, paradão, monótono - num campo pitoresco, farto de idéias, belezas e muita gente interessante. Ele defende a "causa" do sertanejo. Adorei! Quando tiver de novo, vou com certeza!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Definhando...


Vislumbro a beleza das cores, o prazer do amor, a liberdade da escolha, o belo da vida. Seria petulância dizer que vivo tudo isso assim ao mesmo tempo, e sempre. Certamente sucitaria inveja numa boa leva de gente. Mas enfim, de vez em quando me vem uma vozinha e diz "olha! isso é liberdade... olha! isso é felicidade...". Tenho pra mim que isso acontece com todo mundo, mas nem todo mundo tem tempo para dar ouvidos a uma voz "imaginária". Eu escuto, pra dizer a verdade, aquele conselho comum, injustamente ridicularizado, que diz: Siga seu coração! Eu sigo.
Presto atenção também nos sinais. Que sinais? Aqueles que Deus nos coloca debaixo do nariz, e ignoramos, seguindo em frente, rumo aos insignificantes moldes ditados pela sociedade. Todos os dias agradeço pela vida maravilhosa, pelo amor da minha família, pela saúde, pelo dinheiro, pela abundância do Universo que me chega, não todos os dias, nem de uma só vez. Mas não deixo mesmo assim de agredecer. Acho que agradecer é importante, não só a Deus, mas a todos que me rodeiam.

Tento também ver sempre o lado positivo das coisas que acontecem. Mas hoje me pergunto: onde está o lado bom da vida? Pelo fato de eu ter minha gata envenenada por uma veterinária! Levei a gata pra prevenir doenças, e a dra. lhe deu uma overdose, ou melhor, veneno e ela está quase morta. Passei dois dias agonizando com a gata paralisada, dando comida e soro com seringa, estimulando ela a engolir. E não houve melhora. Só piora. Já chorei horrores.


O nome do remédio e Ivermectina, popularmente conhecido como Ivomec. A gente usa pra tratar sarna, vermes, carrapatos e pulgas. Só que o Ivomec é perigosíssimo. É remédio pra boi. A dose tem que ser minúscula, e dada somente quando for realmente necessário. A pata deu na gata de 1 mês e ainda exagerou na dose. A gatinha foi definhando, perdeu os movimentos com o passar das horas, até ficar mole, como se estivesse morta, morte cerebral. Terrível! A outra veterinária, esta acredito que seja competente, está cuidando da bebê. Eu não aguentei ver o bichinho imobilisado, com os olhinhos acesos - acho que ela entende, mas as vezes delira. Não consigo entender se sofre ou não. Li num site que ela pode entrar em coma, ficar paralítica, e morrer... Espero que sobreviva e volte pra casa. Foi meu presente de aniversário (desculpa pra pegar mais um gato de rua, mas já era de mim pra mim, tava feliz). Aí eu pergunto, qual é o lado bom da história?

Meu pai e minha mãe tinham um texto colado no armário quando eu era criança que dizia algo do tipo "ande pelo caminho batido, mas não se esqueça as vezes de sair dele e abrir o seu próprio caminho em meio à floresta. Ele é mais difícil, porém mais virtuoso."

Hoje eu tô triste.