sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Chère fifille!

La vie est vraiment drôle! (Terrible!)
Parfois on fait de bêtises.
Mais ce que m'énerve le plus, c'est quand on n'est pas au courant.
On le fait sans faire exprès.
La bêtise est faite, voilà. Fait chier!
Il y a tellement de lâches dans ce monde.
On nous vend l'histoire heureuse avec une fin merveilleuse.
Mais en fait, le prince devient crapaud. Bof!
ça devrait être le contraire, non?
Merde alors!
Un crapaud qui devient prince: superbe!
Dommage que dans la vie, le chemin inverse est plus courant.
Un beau jour j'étais triste. Et une personne m'a donné quelqu'espoir de joie de vivre.
Mais non, c'était passager. Tout est passager.
Quelle bêtise croire au miracle. La vie est dure ma fille.
Tout le monde est déjà compromis, et toi fifille, a raté la train. C'est l'impression qui me reste.
Où sont les personnes disponibles et correctes?
Nulle part! Tout le monde a fait sa part. Et toi, tu es restée seule, dans cet univers de lâches.
Croire aux autres a toujours été ton mérite, mais maintenant tu es froide et méfiante. Quel monde ignoble, personne n'agit de manière véritable!
La vie est dure fifille. Prends soin de toi ma chère, c'est la galère.

domingo, 3 de outubro de 2010

Nada como um dia depois do outro

Pensei que seria fácil,
mas nunca é.
Pensei que ia sempre sorrir,
mas a boca amarga.
Pensei nas possibilidades:
elas são criadas por você.
É um caminho só, uma vida inteira acreditando nisso,
por que cogitar aquilo?
Na encruzilhada escolho a via que me parece acertada. (Às vezes chata, duvidosa, dolorosa.)
Como já me falou um grande amigo: "Sejamos superficiais, medíocres! Seria tão mais fácil, né Dara?" Mas nenhum dos dois consegue.
Ficamos com:
"Escolha sempre o caminho mais difícil."
Ele é solitário e incrível.
O conhecimento de si é como olhar o oceano: de longe parece piscina,
no entanto, guarda em sua profundeza grandes mistérios.
E dá medo.
Incompreensão das correntes, dos bichos, da escuridão e das tempestades.
A roda continua girando e lá de baixo olho pra cima e torço pra ela subir logo.
Me abalo um pouco.
Acho que decepção é um dos piores sentimentos que existe.
Vejo hoje a cultura com outros olhos, com uma visão um pouco mais ampliada.
Sei que somos diferentes, que existem ene maneiras de ver o mundo.
E por que isso me incomoda?
Olhar para o outro de um sétimo andar (Sartre conta isso em uma de suas histórias) como formigas que passam, dá uma sensação e mesmo uma posição de superioridade. Mas ela é frustrante e incompleta. A minha humanidade vai além.
Só se pode conhecer o outro, andando lado a lado.
Buscar compreender o seu processo, os seus caminhos, as suas complicações.
Sou feliz por estar aberta a novas possibilidades, mas isso não significa que tenho que gostar.
Mas por que me incomoda?
Ter opinião e aceitar a sua liberdade (que acreditamos possuir) é mais difícil do que se imagina.
Nisso, penso na massa manipulável que se deixa guiar como um rio pelas encostas até chegar num rio maior e depois no mar, ou num lago. Sem pensar, sem olhar, sem perceber.
Nadar contra a corrente, então. Esse é o caminho.
Duro é saber como. Acho que nunca se saberá.
Porque é intuitivo.
E cada dia, uma novidade.

Tenham bons sonhos.

Boemia

Começou com um jogo do Fluminense contra algum outro time. Domingo, 4h da tarde. Encontro marcado num "pé sujo" do bairro. O jogo acontecendo e nós na verdade muito mais interessadas na conversa jogada fora e nos goles de cerveja. O dono do bar, já depois de muito o jogo ter terminado, veio dizer que a cerveja acabara. Não acredito! Atravessamos a rua para a saideira no bar da frente.
Olha como na vida coisas incríveis acontecem. Já instaladas e de copo na mão para brindar a vitória do Fluminense e outras coisas mais, escuto o som de um violão. Prestei atenção na melodia, e acreditem se quiserem, era João Bosco que estava sendo tocado. Duas de nós se levantaram para ver quem era o tocador. Descobrimos uma mesa cheia de coroas, fazendo a mesma coisa que nós, apenas com um detalhe grandioso que era a música. Toca mais! pedimos exitadas. Ele tocou mais duas com o nosso acompanhamento, e achamos melhor deixar a mesa dos senhores pra não incomodar mais. E não é que segundos depois todos eles se mudaram para a nossa mesa, empolgadíssimos com a nossa alegria ao ouví-los, e foi uma seresta boa. Cantamos até o dono do bar mandar a gente parar por causa dos vizinhos. Ah, mas já?
A sintonia foi tão boa, com uma alegria de viver o momento presente, que no sábado seguinte, fizemos o mesmo programa, e encontramos os mesmo senhores, nas mesmas condições. Só que o dono do bar nem esperou a gente começar a cantoria, censurou o nosso projeto de cara. Vamos tocar onde? Sugeri um bar espanhol perto de casa, que tem um jardim e pode fazer barulho até às 0h. Todo mundo topou e lá fomos nós. Estava tudo tão perfeito, como poderia melhorar? E melhorou, porque lá encontramos um argentino de voz surpreendente que nos presenteou com boleros e tangos, até as 2h da manhã. Foi lindo! A madrugada, momento dos boêmios, é um bom lugar de ser vizitado de vez em quando.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Gente, acabei de falar com o presidente!

Acreditem, o presidente Lula acabou de ligar pra mim! Perdi o chão.
O telefone tocou. Quem será?
Alô?!
A Wilma. Meu Deus.
Me ofereceu os serviços de senadora.
E logo em seguida o Lula-lá falou.
Bem convincente o papo.
Mas a única coisa que me veio à cabeça: como foi que conseguiram meu número de telefone???
Assédio. Pensar que devem ligar pra trilhões de casas.
Achei agressivo. Ligar pra casa da pessoa com uma mensagem gravada, que loucura.
Estão apelando.
Não sei se sou do contra, mas esse tipo de atitude me faz olhar pros lados e pensar em que eu vou votar. Em outro, não neles. Se fazem isso, já não concordo. Não concordem!
Nos empurram campanha pela guela.
Evito assistir o horário eleitoral. Assisti uma vez só. Achei patético.
Santa ignorância.
E mais essa.
Já fico pasma quando descubro que o Itaucard descobriu meu novo endereço.
Ou a Credicard, o meu número.
Agora essa.
Como é que pode essa invasão de privacidade?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Switzerland and happy familly


Prometi, mas não cumpri!
Que lastima.
Já voltei e ficou aqui um espaço em branco.
O que posso dizer, é que vi muita paisagem bonita,
e falei com pouca gente.
Não revi amigos.
Revi lugares.
Como sou espacial.
Adoro voltar aos lugares, e as pessoas?
Estranho, muito estranho.
Mas é assim. Tudo muda, menos a pedra.
Ela muda sim. Mas tão lentamente, que na nossa medida de tempo, é como se não mudasse.
Fui pra Zurique, claro. Cidade onde mora minha avó paterna. Foi um passeio rápido, de comida ruim e horas dentro do carro. Mas a vovó está ótima, cheia de vida nos seus quase 91 anos. Quanta disposição! Nem pude comer de novo aquela linguiça branca, tão famosa pela mostarda. Fomos à Berna, capital do país, ver os ursinhos e ursões. Atração da cidade. Ficam num barranco, ao lado do rio Aare. Lindo! Depois fomos pra uma montanha enorme, que se chama Pilatos. Subimos de tele-cabine e íamos descer a pé (2.130m), mas uma tempestade começou e acabou com nosso passeio e com nossa paisagem. Tudo virou bruma. Mas foi ótimo assim mesmo. Outro passeio interessante foi a volta no lago de Bienne de bicicleta. São uns 40km (mixaria, pra quem está acostumado). Mas pra nós foi pesada. Ficamos arrasados. Mas foi muito gostoso. Andar de bicicleta é genial. É muito melhor que a pé e que de moto. Está entre os dois: nem muito rápido, nem muito devagar. E a gente não precisa prestar a mesma atenção que a gente presta quando está na moto. Entretanto a sensação de liberdade é a mesma. Gostei tanto que cheguei aqui e comprei uma bicicleta. O último passeio foi pra uma cidade chamada Sion, no Valais. O local é famoso pelo vinho e pelas pistas de ski. Como era verão, ficamos só no vinho e visitamos dois castelinhos no alto da colina. Além dos passeios oficiais, fui várias vezes para Neuchêtel, cidade onde já vivi, tomei banho no lago, andei de bicicleta pra lá e pra cá, aproveitei as promoções enlouquecedoras de julho: cada escandalo por precinhos simbólicos. Comi tudo que tive vontade: fondue, raclette, iogurtes, tortas, bolos, chocolate, pães, queijos, frutas, geléias, etc, etc, etc. (ta aí outra razão da aquisição da bicicleta).
E o mais importante dessa viagem é que revi minha família completa: pai, mãe e irmão. Fazia muito tempo que não ficávamos os 4 juntos, e foi genial! Não desgrudamos. Divertidíssimo! Já estou morrendo de saudade.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Aí vou eu!

Desde agora começo a preparar a mala,
vou m'embora para o velho mundo.
Quem quiser ir na mala, essa é a hora.
Fica aqui o convite.
Escreverei do continente velho,
impressões pessoais:
um pouco de história e dos encontros casuais.
Saudades sempre, embora passageira,
ir pra estrangeira é bom demais.
vou sem eira nem beira,
pouca grana mas muita vontade de observar e contar,
o que por lá posso encontrar.
É sempre bom acabar com os estereótipos,
e ver as coisa na sua individualidade e pertinência.
Futebol é a época, mas além disso, museus continuam abertos,
festivais seletos, e muito, muito mais!
Quem quiser, aqui poderá ter minha impressão própria,
da visita que farei à dois países da Europa.
Até lá!

domingo, 20 de junho de 2010

Abre a cortina

Está ela sentada ao lado do monjolo vendo a mãe trabalhar. O sol já vai alto, quase onze horas. Algumas galinhas correm soltas pelo quintal. Dois pés de jabuticaba crescem lado a lado no fundão. Um cachorro amarelo coça as pulgas atrás da orelha e se estica, aquecendo-se nesse sol fraco de inverno. Ela segura a bacia de farinha, admira a força da mãe.
Tudo que comem na casa vem da roça. Roça que a mãe limpa, planta e colhe. Vem dos bichos no curral, das ervas no quintal, tudo é natural. O que hoje é "orgânico", para ela era cotidiano e natural. Mais tarde vão sangrar o porco, porco que quando pequeno era igual bicho de estimação, ia atrás dela e da irmã feito cachorro, brincava como criança, só que agora, muito gordo, essa é a única saída : virar costela, picanha, feijoada, torresmo... Hum, ela adora torresmo! Mas tadinho do porco... Não quero nem ver! Escorre uma lágrima tímida a este pensamento.
A família tinha dois empregados, Dito Galfo e Nhana Cuié. Nhana mantinha a mãe informada de tudo que acontecia na cidade.
Nesse dia, a empregada veio aflita contar para a mãe que avistara o Nhozinho entrando na casa de prazeres ali da praça! O pai da menina pegava o dinheiro da casa e distrbuía nos puteiros da cidade. Até casa comprou para uma. meretriz. Parecia até que eram ricos. Não eram. A família dava duro: ele mantinha um armazém, comida não faltava, e a mãe ia pra roça, mais pra esquecer do que por necessidade. Gostava de trabalhar e ganhar o próprio sustento.
Ao tomar conhecimento do descaramento do velho, a mãe ajeitou a saia, passou a mão na espingarda carregada presa atrás da porta da cozinha (pra espantar os ladrões de galinha) e saiu decidida: é hoje que eu mato aquele lazarento!
Com passadas largas e firmes, percorreu o caminho; a menina ia correndo atrás. Atravessou a praça sob o olhar curioso dos habitantes daquele interior de nada pra fazer. Subiu as escadas pulando os degraus. Espiou pela janela da sala antes de bater e viu o inficionado, com a viola no colo, tocando pras putas, um sorriso besta na cara, cigarrinho no canto da boca. A menina tinha apenas 8 anos, mas se lembra como se fosse hoje, via a mãe muito furiosa. Teve medo. A mãe respirou fundo e deu três batidas fortes na porta.
Imediatamente a cantoria cessou, os risos e deboches calaram, todos ficaram com as orelhas em pé, quem será? Ela bateu novamente, com mais força: Ara, abre essa porta! Ao ouvir a voz : Ih, é Lalaia! A casa toda estremeceu. E tá armada! O velho engoliu seco, levantou de um pulo, botou o chapér na cabeça, encaixou a viola de baixo do braço, Ai diacho! Pulou a janela dos fundos da casa e saiu correndo feito bicho assombrado, quebrando tudo quanto é pé de mandioca do quintal, sem olhar pra trás: é pernas pra quem te quero! Essa mulher aí eu num güento não!